terça-feira, 28 de setembro de 2010

ALMA CALADA

Escrevo à mão,
Aquilo que minh'Alma Calada não diz.
As palavras talhadas por dedos
É grito e desejo
É tudo de mim.

Papel
Degredo da íntima condenação
Espelho em que me encontro
Revelado e acorrentado.
A Salvação da Alma
A Elevação do Silêncio.

Cada linha é uma Canção de Exílio
Onde nasce a Palmeira, o Sabiá.
A Voz é o traço tão esquivo
Que expresso em letras, versos à rimar.

Oh, minha Alma Calada!
Ainda que morras em palavras
Serás eterna por dizer tudo
Sem sequer ter dito nada.

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