Sou mestre na Arte da Descostura
Acho que faço melhor que escrever!
Vou deixando tudo exposto
Despido por minhas mãos diligentes.
Desfio as linhas das histórias
Desfaço os bordados das poesias
Retiro os botões dos contos
Desmantelo todo o tecido de ornatos
O que me sobra além da crueza das palavras?
E desta nudez farei o manto
Que o rei vaidoso desfilará.
[Será você capaz de enxergar?]
Chatinho, adicionei seu blog, e agora estou aqui comentando.
ResponderExcluirO blog tá muito bacana.
Descosturar, expor, é sempre mais difícil.
Construir, costurar, transformar uma matéria bruta numa outra coisa para que as pessoas vejam é tão "humano".
Será que eu tenho peito pra tanta poesia?
ResponderExcluirEis a questão.
Lindo tudo aqui, riqueza.
Como sempre, cada linha, cada palavra é colocada com inteligência e sentindo singular...seja o tecelão da sua vida...descosture sempre que refazer se torne necessário...nunca dê um ponto cego sem antes ter a absoluta certeza de que é chegada a hora de arrematar e concluir tal peça...abra milhares de "casas" no decorrer de sua vida, para ampliar a possibilidade de encontrar o "botão" certo para preenchê-la...seja você sempre! te amo! especial e fabuloso!!!
ResponderExcluirobrigada pelo comentário, moço! Tb gostei muito da forma como vc desfia a vida em palavras.
ResponderExcluirbeijos